Um blogue com pretensões de fazer pensar, levantar dúvidas, desassossegar, incomodar. Lutamos por uma sociedade esclarecida, alerta e com sentido revolucionário, que não se conforme com este país de miséria, que condenou grande parte da sua população à "pobreza de espírito" e alienação total. Um país que ainda muito pouco mudou no seu paradigma civilizacional: Deus, Pátria, Família e agora, mais que nunca, entretenimento acéfalo. As verdades inconvenientes, as que não se falam, estarão em riste!
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
Que Se Foda a Troika!
Depois do 12 de Março e do protesto da geração à rasca do ano passado, parece que nada aconteceu, senão a queda do governo anterior. Aparentemente o povo ficou feliz e estávamos de volta ao normal. Isso poderia ser a ideia de um idiota desinformado, mas o que se passou com os líderes iluminados que convocaram essa grande manifestação apolítica? Aparentemente conseguiram trabalho e nunca mais se ouviu falar deles. Que tristeza de gente, que apenas fazem as coisas para salvar o seu próprio pescoço e depois abandonam de novo o povo à sua sorte.
Felizmente, surgiu um novo movimento: "Que Se Lixe a Troika - Queremos as Nossas Vidas" — e parece ser um movimento a sério, com pessoas bem intencionadas, como me parece ser João Camargo, que sabem bem identificar os inimigos do povo e não está aqui com "pezinhos de lã" de que isto é um movimento apolítico e de que não é contra nada nem ninguém. Depois do enorme sucesso da manifestação do dia 15 passado, apelaram já às pessoas para se associarem à manifestação convocada pela CGTP - um sindicato ligado aos comunistas. Notável! É assim que podemos fazer a diferença, sem parar, porque não é com uma manifestação pacífica a cada ano que as coisas vão mudar e os sindicatos estão do lado dos oprimidos.
Apenas uma crítica a esta movimento: não há que ter vergonha de dizer "que se foda a troika". Já chega desses puritanismos que até em momentos de desespero não se pode dizer um palavrão.
Há pessoas que traíram a confiança do povo e que se fartam de roubar e ludibriar de todas as maneiras possíveis e devem ser identificadas, assim como os partidos a que pertencem e fazer entender às pessoas que não são todos iguais. Mas não são só os partidos, é todo o poder económico que corrompe os partidos, os donos de Portugal — são esses, também que devem ser combatidos, porque são esses que nos mantêm escravizados e que não largam mão de nos manter na mesma situação de opressão de sempre. Fim da escravatura! Fim dos privilegiados!
O Capitalismo é um sistema que privilegia os ricos e abandona os explorados de sempre à sua sorte e por isso deve ser combatido porque já não serve sequer a maioria da população do nosso país e de muitos outros países ocidentais. O Capitalismo é a nobreza, é banqueiros, é Monarquia, é oligarquias, é exploração, é roubo, é especulação, é mentira, é fome, é violência, é competição sem limites, é poluição, é desrespeito, é corrupção etc. Enquanto o Capitalismo gerava riqueza mas de alguma forma integrava e protegia os mais débeis até poderia ser tolerável, mas quando verificamos que se querem desfazer dos débeis e manter o sistema, estas pessoas simplesmente têm que ser erradicadas sob pena de sermos erradicados nós.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
15 de Setembro - A luta continua...
Poucos dias depois dos protestos de Sábado, dia 15 de Setembro, os problemas seguem todos iguais. Foi uma surpresa ver tanta gente na rua? Tendo em conta que todos os poderosos (igreja, empresários, maioria dos partidos políticos e até parte do governo) estarem contra aquilo que o governo se propõe a fazer com estas novas medidas, não. Muitas reformas chorudas serão taxadas em grande e então muita gente acostumada a ser intocável, desta vez, começou a mexer os cordelinhos.
E lá foram os cordeirinhos todos, fazer aquilo que a imprensa e os senhores doutores "de bem" consideraram ser a atitude certa a tomar perante o descalabro do governo neste momento. Foi mais do que tudo um aviso dos poderosos ao governo — ou têm atenção connosco ou movemos as marionetas que até agora têm estado bem manipuladas. Mas atenção: um protesto pacífico, não se esqueçam! E lá foram a avó, o avô, o tio, o neto e a sobrinha dar um passeio até à cidade e gritar alguma coisa contra sabe-se lá o quê. Ontem Sócrates, hoje Passos Coelho. Os que ontem odiavam de morte o PS e o Sócrates — e votaram nos partidos do "trono/pátria e do altar" — amanhã, estarão a votar nesse partido novamente, mas não nos de esquerda uma vez que votar nesses partidos significa radicalismo e contra os altos valores do povo.
Obviamente também compareceu muita gente que vêem as coisas como elas são, que identificam claramente o inimigo, o problema, as verdadeiras circunstâncias desta crise e fizeram muito bem em lá estar a protestar. Mais do que tudo é importante elucidar as pessoas para que se possa lutar contra os adversários certos porque senão no dia seguinte segue sempre tudo igual. Teriam muito mais valor os protestos convocados pelos sindicatos, por pessoas que realmente querem romper com sistemas de exploração injusta, mas aí a maioria desta gente já não se atreve a sair da toca porque ficam mal vistos aos olhos do senhor doutor. Continuam escravos.
É uma pouca vergonha! É um roubo!!
— Já veio alguma vez a alguma manifestação?
— Nunca! Eu não, que eu sou um cidadão honesto e trabalhador, de bem com Deus.
— E então por que veio desta vez?
— Porque agora me estão a roubar, eu que descontei uma vida!
Esta é mais uma razão por que as coisas nunca mudam. Enquanto não nos toca, até estamos contentes que se faça algo, nem que seja à custa da tragédia dos outros e até dizemos que deveria ser pior. Quando nos cabe a nós "contribuir", aí já vamos para a rua gritar que são ladrões.
Veremos se a imprensa e alguns dos conservadores vão continuar a dar respaldo a novos protestos e manifestações, seja com comentários a toda a hora a favor das manifestações seja com "direitos de antena" à esquerda, como fizeram com Francisco Louçã por dezenas de minutos em plena Avenida dos Aliados.
Se o Governo cai, o que se seguirá? As sondagens que dão uma maioria de votos aos socialistas demonstram a tragédia em que vivemos.
Ou a União Europeia nos salva de alguma maneira — e eu só a imagino através de uma federação de estados ou nações (como defendeu Durão Barroso) — ou isto, como se percebe, vai acabar muito mal para nós e não só...
Se este povo tivesse realmente um serviço público de televisão tudo poderia ser bem diferente. Em termos educativos não se perde nada com a privatização, mas o problema é a manipulação que lhe seria dada e que os socialistas não podem aceitar.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Um ano depois
E cá estamos, sensivelmente um ano após a tomada de posse do novo Governo. E qual é a nossa situação? Qual é o nosso futuro?
Pois, nada que surpreenda a alguém que pense um pouco. Este país/fazenda para ser mantido, para os privilégios de alguns (donos) persistirem, há que entregar o que dá receitas ao Estado e escravizar o povo (leia-se servos) desta pseuda nação, que sem as receitas de Estado mais escravas ficarão — utilizando-se o argumento de que não podemos viver acima das nossas possibilidades. As nossas possibilidades, para a maioria, a continuar assim, será pão e água e trabalho à chinesa. É incrível como um povo pode estar doutrinado e estupidificado para aceitar, com fatalismo e resignação, qualquer situação que seria considerada indigna por qualquer pessoa que tenha princípios, valores e dignidade.
Mas não há dignidade num povo de servos, que sempre foi massacrado e mantido na estupidez e na pobreza e que até vê o nosso passado recente como algo mau e que, imaginem, até instiga a que agora devamos voltar ao bom caminho da austeridade. A culpa é de todos, dizem os que ganham milhões, e o povo repete esta frase que a todos faz sentido. Como é que um povo que saiu às ruas no PREC, contra todas as injustiças do passado, pode, passado tão pouco tempo, restituir o poder aos mesmos bandidos do passado? Pode repetir "slogans" do Salazarismo? Pois, é evidente que a comunicação social tem o poder todo para influenciar o povo nas ideias que depois vão formar. Estando a comunicação social entregue aos grandes grupos económicos e tendo um povo tão frágil a nível intelectual, está fácil de entender a desgraça. A libertação só advém com salários dignos e uma educação libertária pois de outra forma a escravidão da sociedade será permanente e será utópico uma sociedade melhor. As Democracias não passam de uma ilusão construída por quem realmente sempre mandou. Não há mais ditaduras de um homem, há ditaduras de grupos económicos.
A religião virá dizer que é a vontade do Senhor e que só com trabalho é que poderemos sair da crise. Os hipócritas dos governos, vendidos às grandes grupos económicos, dirão que estão a fazer tudo pela nossa pátria querida e que o povo deve fazer o que está fazendo ao mesmo tempo que nos dizem que se sentem muito orgulhosos por sermos um povo tão extraordinário. A estupidez tem que acabar, a revolta tem que surgir, porque se não acontecer o nosso futuro será medonho e teremos um regresso a um passado, não muito distante, em que Portugal tinha níveis de desenvolvimento humanos vergonhosos ao nível dos países mais débeis africanos.
Ser português serve para quê? Já fomos celtas, pertencemos ao Império Romano, Suevo, Visigodo, Al Andalus, Reino de Leão etc. Não percebem que ser português apenas significa pertencer a uma instituição de domínio e que sendo esta uma instituição muito frágil, para persistir, faz sofrer quem a sustem? Ser português só é motivo de orgulho para os alienados e que não conhecem realmente a sua história. A grandiosa história que nos contam dos portugueses, é a história de uma classe dominante estrangeira que nos conquistou, roubou, violou e massacrou povos por todo o mundo, usando para isso os servos que tinha ao seu dispor no território a que chamamos Portugal. Quantos portugueses morreram para enriquecer essa elite?
E onde está o "Geração à Rasca" e outros grupos que tais? Estamos melhor agora do que antes que já não se justificam as manifestações e protestos? Pois, era demasiado evidente que grupos sem líderes não iam a lado nenhum. É preciso objectivos concretos, é preciso identificar os culpados e lutar pelos desfavorecidos todos, mas não é com grupos sem liderança e querendo agradar a todos que se consegue algo.
Pois, nada que surpreenda a alguém que pense um pouco. Este país/fazenda para ser mantido, para os privilégios de alguns (donos) persistirem, há que entregar o que dá receitas ao Estado e escravizar o povo (leia-se servos) desta pseuda nação, que sem as receitas de Estado mais escravas ficarão — utilizando-se o argumento de que não podemos viver acima das nossas possibilidades. As nossas possibilidades, para a maioria, a continuar assim, será pão e água e trabalho à chinesa. É incrível como um povo pode estar doutrinado e estupidificado para aceitar, com fatalismo e resignação, qualquer situação que seria considerada indigna por qualquer pessoa que tenha princípios, valores e dignidade.
Mas não há dignidade num povo de servos, que sempre foi massacrado e mantido na estupidez e na pobreza e que até vê o nosso passado recente como algo mau e que, imaginem, até instiga a que agora devamos voltar ao bom caminho da austeridade. A culpa é de todos, dizem os que ganham milhões, e o povo repete esta frase que a todos faz sentido. Como é que um povo que saiu às ruas no PREC, contra todas as injustiças do passado, pode, passado tão pouco tempo, restituir o poder aos mesmos bandidos do passado? Pode repetir "slogans" do Salazarismo? Pois, é evidente que a comunicação social tem o poder todo para influenciar o povo nas ideias que depois vão formar. Estando a comunicação social entregue aos grandes grupos económicos e tendo um povo tão frágil a nível intelectual, está fácil de entender a desgraça. A libertação só advém com salários dignos e uma educação libertária pois de outra forma a escravidão da sociedade será permanente e será utópico uma sociedade melhor. As Democracias não passam de uma ilusão construída por quem realmente sempre mandou. Não há mais ditaduras de um homem, há ditaduras de grupos económicos.
A religião virá dizer que é a vontade do Senhor e que só com trabalho é que poderemos sair da crise. Os hipócritas dos governos, vendidos às grandes grupos económicos, dirão que estão a fazer tudo pela nossa pátria querida e que o povo deve fazer o que está fazendo ao mesmo tempo que nos dizem que se sentem muito orgulhosos por sermos um povo tão extraordinário. A estupidez tem que acabar, a revolta tem que surgir, porque se não acontecer o nosso futuro será medonho e teremos um regresso a um passado, não muito distante, em que Portugal tinha níveis de desenvolvimento humanos vergonhosos ao nível dos países mais débeis africanos.
Ser português serve para quê? Já fomos celtas, pertencemos ao Império Romano, Suevo, Visigodo, Al Andalus, Reino de Leão etc. Não percebem que ser português apenas significa pertencer a uma instituição de domínio e que sendo esta uma instituição muito frágil, para persistir, faz sofrer quem a sustem? Ser português só é motivo de orgulho para os alienados e que não conhecem realmente a sua história. A grandiosa história que nos contam dos portugueses, é a história de uma classe dominante estrangeira que nos conquistou, roubou, violou e massacrou povos por todo o mundo, usando para isso os servos que tinha ao seu dispor no território a que chamamos Portugal. Quantos portugueses morreram para enriquecer essa elite?
E onde está o "Geração à Rasca" e outros grupos que tais? Estamos melhor agora do que antes que já não se justificam as manifestações e protestos? Pois, era demasiado evidente que grupos sem líderes não iam a lado nenhum. É preciso objectivos concretos, é preciso identificar os culpados e lutar pelos desfavorecidos todos, mas não é com grupos sem liderança e querendo agradar a todos que se consegue algo.
terça-feira, 12 de julho de 2011
A Lata da Direita Portuguesa
A Direita portuguesa é simplesmente anedótica, pois assim que tomou o Poder mudou logo de discurso. Até aqui os mercados auto-regulavam-se e toda a desgraça que nos batia à porta era culpa do diabólico Governo Socialista e muito em particular do, "pseudo-engenheiro", José Sócrates. Pois, lamententavelmente para todos nós, o PSD, juntamente com o CDS, ganhou as eleições e pasmem-se, logo pouco depois ouvimos da boca de Lobo Xavier — que segundo alguns seria o ministro da economia indicado por Paulo Portas — com toda a lata do mundo, e isto depois de bramir durante meses o contrário, afirmar que não dependíamos apenas de nós mas sim do que se passar na Europa, uma tese defendida pelos Socialistas o tempo todo em que enfrentaram esta crise internacional. Foi aqui o início da mudança de discurso, poucos dias depois da tomada de posse de Governo, o discurso que o povo não acreditou e o levou a votar na Direita portuguesa.
E não é que quando a Moody's corta o rating de Portugal, em quatro níveis, e nos relegou para a categoria de "lixo", todos saíram à rua a gritar que estávamos a ser manipulados, que era injusto, e que estas agências estão ao serviço do maligno império norte-americano? Até o Presidente da República, que há uns meses atrás dizia que ninguém poderia contar com ele para "prejudicar o país numa retórica desnecessária que é absolutamente negativa para o emprego no nosso país", veio agora afirmar que, "só os ingénuos acreditam que esta descida de rating da Moody's tem a ver com critérios puramente técnicos". Patético!
O que era antes visto como uma conversa de desleixados, "xuxalistas", "comunas", adeptos de teorias conspirativas — agora que o poder mudou de mãos — é aceite como uma verdade absoluta, e é triste, anedótico, decadente, e isto para não dizer mais, ver o povinho que antes tentava ridicularizar quem lhes dizia a verdade, agora a vociferar contra estas agências de rating esquecendo-se do que andou a dizer há meses atrás.
Triste povo que ainda crê e anda atrás de virtuosos e decência na direita portuguesa... será que alguma vez irá acordar?
domingo, 5 de junho de 2011
Controlo da Sociedade
As revoluções andam aí, seja em Espanha ou na Grécia, com milhares de pessoas nas ruas, em frente aos parlamentos nacionais, em praças simbólicas das inúmeras cidades europeias, em Lisboa e no Porto, e o que é que a imprensa nos diz sobre o assunto? Praticamente nada! Nunca foi tão claro como hoje que há informação vital que não querem que saibamos, que não querem de forma alguma consciencializar as massas do que se está a passar, que não querem contribuir de forma alguma para uma luta do povo, que não quer que se lhes retire os direitos pelos quais muito tiveram que lutar. Nunca foi tão claro em que mãos está a imprensa e de que lado estão a jogar.
Nunca foi tão claro que a imprensa contribui para o entorpecimento das massas, passando apenas informação irrelevante: desde os programas de política com os partidos do poder — partidos baseados em corrupção pura e dura — em que se discute irrelevâncias e pouco mais se faz do que insultar o adversário para obtenção do poder, até aos programas mais idiotas que nada ensinam o povo, como os freak shows ou reality shows, telenovelas, talk shows com temas completamente ridículos, futebol, missas etc.
Mas alguém quer ou pensa que vamos ter uma sociedade melhor com este tipo de programação, uma vez que a televisão é a escola da maioria? Alguém quer educar o povo e libertá-lo da sua estupidez? É óbvio que não! É óbvio, que querem seguir a controlar o povo na sua estupidez, seja com a religião (é evidente por que nada fazem para os libertar dessa mentira), seja com velhos dogmas, mitos, generalizações e em último recurso, o exaltar do patriotismo em cada um de nós. Amigos, o nosso inimigo não é o espanhol, o francês, o russo, o argentino, o brasileiro, o chinês, é sim, o capitalista/capitalismo, a "nobreza", é o estado, o clero. São esses que dominam o povo, que o controlam, que nos lançam uns contra os outros, que abusam e riem-se de nós. É preciso estarmos bem cientes disso. Dizerem-nos que não há alternativas para o nosso presente, amedrontando o povo, é a mentira de sempre para levarem a sua agenda avante. Nunca houve tanta desproporção entre ricos e pobres como hoje apesar de todas as mentiras camufladas em programas de ajuda etc.
É engraçado quando olhamos para o passado e vemos como o povo era manipulado e espezinhado pelos poderes reinantes (o clero e a nobreza) e como pensamos que agora nunca seríamos capazes de aceitar o mesmo, mas se pensarmos bem, as coisas continuam iguais, apenas estão mais camufladas.
Como é que no século XXI ainda permitimos a existência de Casas Reais?! Como é que ainda permitimos a existência de religiões?! Como é que aceitamos salários miseráveis quando empresas têm milhões de lucros? Estados cheios de dinheiro e o povo na miséria? Gestores públicos a ganhar milhões e trabalhadores a receber salário mínimo? Porque é que pactuamos com isto?! Só muda com melhor distribuição da riqueza e melhor educação mas o Estado não quer isso. Acorda!
Hoje é dia de eleições: vais pactuar com esta palhaçada? Se vais votar, só o BE e a CDU são partidos que querem alterar este estado de coisas, por isso, pelo menos não pactues com a direita reaccionária. A Direita, ao que tudo indica, vai hoje tomar o Poder em Portugal e aplicar tudo o que tinha almejado desde sempre, mas que o 25 de Abril, a nova Constitução, e os Governos socialistas impediram. Aos idiotas que lhes entregam o poder, que não se queixem daqui por uns poucos meses. Das duas uma: ou Portugal desperta com a miséria que se avizinha ou regressa à Idade das Trevas.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
A Revolução Espanhola e Mundial?
Espanha está na rua em luta pelos direitos do seu povo e contra a corrupção da classe política, dos banqueiros e da sua burguesia exploradora — uma revolução que está a nascer e ao que tudo indica não vai parar. Uma revolução que tem por inspiração o que aconteceu no Egipto e também a manifestação portuguesa - "Geração à Rasca". É um momento único que estamos a viver, em que o povo pode, de facto, conseguir melhorias para a sua vida futura, e não o podemos desperdiçar sob pena de vivermos nesta injustiça gritante com que nos deparamos todos os dias. O Povo não pode pagar esta crise internacional para a qual nada contribuiu e muito menos os portugueses que não podem ser mais massacrados do que já são! Mas não nos iludamos, a direita reaccionária já está a tentar incutir o medo no povo espanhol e será igual nos outros países. É impressionante como a imprensa internacional está a tentar esconder o que se está a passar e mesmo em Portugal só lhe damos um tratamento residual. Este movimento quer estender-se ao resto da Europa e, por que não, ao resto do mundo.
Hoje começa a luta em Portugal, às 20 horas:
LISBOA: Rossio
PORTO: Batalha
COIMBRA: Praça 8 de Maio
FARO: Jardim Manuel Bivar (Na Marina)
Tomemos conta das ruas e lutemos pelos nossos direitos!
Madrid em Directo: http://www.soltv.tv/soltv2/index.html
sábado, 14 de maio de 2011
O Colapso de Portugal
Portugal tem um futuro negro à sua frente e o melhor para o nosso povo é apenas, simplesmente, que Portugal acabe como nação soberana. Sim, estão chocados com esta afirmação, mas não é melhor termos uma outra denominação qualquer e vivermos bem do que sermos "portugueses" e viver escravizados e sem perspectivas de futuro? Este país não é viável a não ser que se queira escravizar, uma vez mais este povo, pois, o país não produz riqueza suficiente e a pouca riqueza que consegue cai nas mãos de uns poucos: ou seja, nem sequer é dignamente redistribuída pela população portuguesa. Portugal quando se inventou como país independente, tinha apenas uma solução para a escassez de meios e falta de tudo: sair à descoberta e conquistar novos mercados que nos proporcionassem a riqueza que este território construído pela espada não nos podia proporcionar. Após séculos em que conseguimos fortunas fantásticas noutros territórios, os nossos dirigentes nunca as souberam aproveitar para desenvolver o país e proporcionar melhores condições de vida ao povo que conseguiu, com o seu sangue, suor e lágrimas, solidificar. O dirigente preferiu sempre vangloriar-se aos seus familiares nobres europeus do seu vasto império e das suas fortunas pessoais em vez de pensar no território peninsular para o futuro. Perdemos o monopólio da Índia e nada se fez; perdeu-se o Brasil e nada se fez; perdeu-se África - a nossa última réstia de esperança - e nada se fez. O que é que resta(va) para Portugal? Uma integração europeia total, ou seja uma federação europeia, tal como os Estados Unidos, em que Portugal era apenas um estado federado dentro da União.
Salazar numa coisa estava certo: Portugal não subsistiria sem as colónias africanas — e em especial Angola — pois para além de proporcionar o escoamento dos produtos fabricados no continente, que seriam vendidos nessas colónias ao preço que bem entendessem, pois não sofreriam concorrência de ninguém, proporcionavam a mão-de-obra escrava necessária, minérios valiosos, matérias primas etc. Agora imaginem Portugal sem essa fonte extraordinária de receita, cinquenta anos — no mínimo — atrasado em relação à Europa ocidental e aberto à concorrência. O resultado está à vista de todos: conseguimos produtos mais baratos vindos de toda a parte e conseguimos, artificialmente, melhores salários, para nos aproximarmos dos restantes membros — mas ainda assim a décadas de salários parecidos — mas as empresas nacionais, que subsistiam à custa da inexistente concorrência e salários baixíssimos, foram simplesmente esmagadas pois não estavam preparadas, nem com os milhões que nos foram enviados, para competir com companhias que desde a sua fundação foram preparadas para competir.
Qual é a única possibilidade de Portugal subsistir? Escravizar o povo. Impostos e mais impostos e mais impostos — e não só apenas sobre o povo mas também sobre as empresas — mais horas de trabalho, salários mais baixos, menos saúde pública, menos escolas públicas, menos apoios sociais, ou seja, precarizar a vida das pessoas e forçá-las a aceitar o seu triste destino. O que se está a passar neste momento é uma vergonha que revolta qualquer um que deseja apenas justiça e basta olhar para o país vizinho: apesar de estarem a atravessar problemas graves, ninguém concebe que se peçam aos espanhóis semelhantes sacrifícios aos que estão a ser pedidos a nós. Querem, aqui, convencer o povo português de que todos somos culpados, por igual, do que nos está a acontecer e é absolutamente asqueroso este argumento: então que culpa tem o povo português dos políticos e empresários serem inaptos e que apenas consigam subsistir com base na escravidão do povo? Que culpa tem o povo que não tem qualquer dívida e sempre foi honesto? Que culpa tem o povo que tem dívidas porque foi incentivado a consumir —até para melhorar a economia — e aspirar a ter uma vida melhor? Que culpa tem o povo do país nunca na vida possa proporcionar uma vida decente aos seus cidadãos? Que culpa tem o povo, que já teve que travar uma guerra, que foi completamente abandonado na sua ignorância, que viveu em pobreza extrema, que teve que emigrar aos milhões (1/3 dos portugueses vivem fora de Portugal), que foi formatado com uma ideologia fascista? Ainda ousam pedir mais sacrifícios a este povo e ainda para cúmulo colocam-lhe a culpa em cima? Mas o que é isto?! Ninguém se farta destes palhaços que não se cansam de abusar de nós?!
Pois, a verdade uma vez mais está aí, nua e crua: ou há uma integração completa na UE, em que as regiões mais ricas subsidiam as mais pobres, ou só nos resta a escravidão como forma para que Portugal possa subsistir. A questão é saber até quando o povo vai aceitar uma disparidade tão grande em relação aos trabalhadores e ao nível de vida de outros países, até porque agora é muito mais fácil ao povo aperceber-se do que se passa no exterior. Esperando-se revoltas e não havendo alternativa a este modelo, como poderá Portugal prevalecer? Para bem do povo, espero que não!
Como escrevi noutro "post", o patriota vai defender Portugal, mesmo que esteja só a pão e água, tal como foi ensinado a fazer, mas espero que haja gente que pense e liberte as pessoas do seu infortúnio.
Salazar numa coisa estava certo: Portugal não subsistiria sem as colónias africanas — e em especial Angola — pois para além de proporcionar o escoamento dos produtos fabricados no continente, que seriam vendidos nessas colónias ao preço que bem entendessem, pois não sofreriam concorrência de ninguém, proporcionavam a mão-de-obra escrava necessária, minérios valiosos, matérias primas etc. Agora imaginem Portugal sem essa fonte extraordinária de receita, cinquenta anos — no mínimo — atrasado em relação à Europa ocidental e aberto à concorrência. O resultado está à vista de todos: conseguimos produtos mais baratos vindos de toda a parte e conseguimos, artificialmente, melhores salários, para nos aproximarmos dos restantes membros — mas ainda assim a décadas de salários parecidos — mas as empresas nacionais, que subsistiam à custa da inexistente concorrência e salários baixíssimos, foram simplesmente esmagadas pois não estavam preparadas, nem com os milhões que nos foram enviados, para competir com companhias que desde a sua fundação foram preparadas para competir.
Qual é a única possibilidade de Portugal subsistir? Escravizar o povo. Impostos e mais impostos e mais impostos — e não só apenas sobre o povo mas também sobre as empresas — mais horas de trabalho, salários mais baixos, menos saúde pública, menos escolas públicas, menos apoios sociais, ou seja, precarizar a vida das pessoas e forçá-las a aceitar o seu triste destino. O que se está a passar neste momento é uma vergonha que revolta qualquer um que deseja apenas justiça e basta olhar para o país vizinho: apesar de estarem a atravessar problemas graves, ninguém concebe que se peçam aos espanhóis semelhantes sacrifícios aos que estão a ser pedidos a nós. Querem, aqui, convencer o povo português de que todos somos culpados, por igual, do que nos está a acontecer e é absolutamente asqueroso este argumento: então que culpa tem o povo português dos políticos e empresários serem inaptos e que apenas consigam subsistir com base na escravidão do povo? Que culpa tem o povo que não tem qualquer dívida e sempre foi honesto? Que culpa tem o povo que tem dívidas porque foi incentivado a consumir —até para melhorar a economia — e aspirar a ter uma vida melhor? Que culpa tem o povo do país nunca na vida possa proporcionar uma vida decente aos seus cidadãos? Que culpa tem o povo, que já teve que travar uma guerra, que foi completamente abandonado na sua ignorância, que viveu em pobreza extrema, que teve que emigrar aos milhões (1/3 dos portugueses vivem fora de Portugal), que foi formatado com uma ideologia fascista? Ainda ousam pedir mais sacrifícios a este povo e ainda para cúmulo colocam-lhe a culpa em cima? Mas o que é isto?! Ninguém se farta destes palhaços que não se cansam de abusar de nós?!
Pois, a verdade uma vez mais está aí, nua e crua: ou há uma integração completa na UE, em que as regiões mais ricas subsidiam as mais pobres, ou só nos resta a escravidão como forma para que Portugal possa subsistir. A questão é saber até quando o povo vai aceitar uma disparidade tão grande em relação aos trabalhadores e ao nível de vida de outros países, até porque agora é muito mais fácil ao povo aperceber-se do que se passa no exterior. Esperando-se revoltas e não havendo alternativa a este modelo, como poderá Portugal prevalecer? Para bem do povo, espero que não!
Como escrevi noutro "post", o patriota vai defender Portugal, mesmo que esteja só a pão e água, tal como foi ensinado a fazer, mas espero que haja gente que pense e liberte as pessoas do seu infortúnio.
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