terça-feira, 12 de julho de 2011

A Lata da Direita Portuguesa



A Direita portuguesa é simplesmente anedótica, pois assim que tomou o Poder mudou logo de discurso. Até aqui os mercados auto-regulavam-se e toda a desgraça que nos batia à porta era culpa do diabólico Governo Socialista e muito em particular do, "pseudo-engenheiro", José Sócrates. Pois, lamententavelmente para todos nós, o PSD, juntamente com o CDS, ganhou as eleições e pasmem-se, logo pouco depois ouvimos da boca de Lobo Xavier — que segundo alguns seria o ministro da economia indicado por Paulo Portas — com toda a lata do mundo, e isto depois de bramir durante meses o contrário, afirmar que não dependíamos apenas de nós mas sim do que se passar na Europa, uma tese defendida pelos Socialistas o tempo todo em que enfrentaram esta crise internacional. Foi aqui o início da mudança de discurso, poucos dias depois da tomada de posse de Governo, o discurso que o povo não acreditou e o levou a votar na Direita portuguesa.

E não é que quando a Moody's corta o rating de Portugal, em quatro níveis, e nos relegou para a categoria de "lixo", todos saíram à rua a gritar que estávamos a ser manipulados, que era injusto, e que estas agências estão ao serviço do maligno império norte-americano? Até o Presidente da República, que há uns meses atrás dizia que ninguém poderia contar com ele para "prejudicar o país numa retórica desnecessária que é absolutamente negativa para o emprego no nosso país", veio agora afirmar que, "só os ingénuos acreditam que esta descida de rating da Moody's tem a ver com critérios puramente técnicos". Patético!

O que era antes visto como uma conversa de desleixados, "xuxalistas", "comunas", adeptos de teorias conspirativas — agora que o poder mudou de mãos — é aceite como uma verdade absoluta, e é triste, anedótico, decadente, e isto para não dizer mais, ver o povinho que antes tentava ridicularizar quem lhes dizia a verdade, agora a vociferar contra estas agências de rating esquecendo-se do que andou a dizer há meses atrás.

Triste povo que ainda crê e anda atrás de virtuosos e decência na direita portuguesa... será que alguma vez irá acordar?

domingo, 5 de junho de 2011

Controlo da Sociedade



As revoluções andam aí, seja em Espanha ou na Grécia, com milhares de pessoas nas ruas, em frente aos parlamentos nacionais, em praças simbólicas das inúmeras cidades europeias, em Lisboa e no Porto, e o que é que a imprensa nos diz sobre o assunto? Praticamente nada! Nunca foi tão claro como hoje que há informação vital que não querem que saibamos, que não querem de forma alguma consciencializar as massas do que se está a passar, que não querem contribuir de forma alguma para uma luta do povo, que não quer que se lhes retire os direitos pelos quais muito tiveram que lutar. Nunca foi tão claro em que mãos está a imprensa e de que lado estão a jogar.

Nunca foi tão claro que a imprensa contribui para o entorpecimento das massas, passando apenas informação irrelevante: desde os programas de política com os partidos do poder — partidos baseados em corrupção pura e dura — em que se discute irrelevâncias e pouco mais se faz do que insultar o adversário para obtenção do poder, até aos programas mais idiotas que nada ensinam o povo, como os freak shows ou reality shows, telenovelas, talk shows com temas completamente ridículos, futebol, missas etc.

Mas alguém quer ou pensa que vamos ter uma sociedade melhor com este tipo de programação, uma vez que a televisão é a escola da maioria? Alguém quer educar o povo e libertá-lo da sua estupidez? É óbvio que não! É óbvio, que querem seguir a controlar o povo na sua estupidez, seja com a religião (é evidente por que nada fazem para os libertar dessa mentira), seja com velhos dogmas, mitos, generalizações e em último recurso, o exaltar do patriotismo em cada um de nós. Amigos, o nosso inimigo não é o espanhol, o francês, o russo, o argentino, o brasileiro, o chinês, é sim, o capitalista/capitalismo, a "nobreza", é o estado, o clero. São esses que dominam o povo, que o controlam, que nos lançam uns contra os outros, que abusam e riem-se de nós. É preciso estarmos bem cientes disso. Dizerem-nos que não há alternativas para o nosso presente, amedrontando o povo, é a mentira de sempre para levarem a sua agenda avante. Nunca houve tanta desproporção entre ricos e pobres como hoje apesar de todas as mentiras camufladas em programas de ajuda etc.

É engraçado quando olhamos para o passado e vemos como o povo era manipulado e espezinhado pelos poderes reinantes (o clero e a nobreza) e como pensamos que agora nunca seríamos capazes de aceitar o mesmo, mas se pensarmos bem, as coisas continuam iguais, apenas estão mais camufladas.

Como é que no século XXI ainda permitimos a existência de Casas Reais?! Como é que ainda permitimos a existência de religiões?! Como é que aceitamos salários miseráveis quando empresas têm milhões de lucros? Estados cheios de dinheiro e o povo na miséria? Gestores públicos a ganhar milhões e trabalhadores a receber salário mínimo? Porque é que pactuamos com isto?! Só muda com melhor distribuição da riqueza e melhor educação mas o Estado não quer isso. Acorda!

Hoje é dia de eleições: vais pactuar com esta palhaçada? Se vais votar, só o BE e a CDU são partidos que querem alterar este estado de coisas, por isso, pelo menos não pactues com a direita reaccionária. A Direita, ao que tudo indica, vai hoje tomar o Poder em Portugal e aplicar tudo o que tinha almejado desde sempre, mas que o  25 de Abril, a nova Constitução, e os Governos socialistas impediram. Aos idiotas que lhes entregam o poder, que não se queixem daqui por uns poucos meses. Das duas uma: ou Portugal desperta com a miséria que se avizinha ou regressa à Idade das Trevas.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

A Revolução Espanhola e Mundial?


Espanha está na rua em luta pelos direitos do seu povo e contra a corrupção da classe política, dos banqueiros e da sua burguesia exploradora — uma revolução que está a nascer e ao que tudo indica não vai parar. Uma revolução que tem por inspiração o que aconteceu no Egipto e também a manifestação portuguesa - "Geração à Rasca". É um momento único que estamos a viver, em que o povo pode, de facto, conseguir melhorias para a sua vida futura, e não o podemos desperdiçar sob pena de vivermos nesta injustiça gritante com que nos deparamos todos os dias. O Povo não pode pagar esta crise internacional para a qual nada contribuiu e muito menos os portugueses que não podem ser mais massacrados do que já são! Mas não nos iludamos, a direita reaccionária já está a tentar incutir o medo no povo espanhol e será igual nos outros países. É impressionante como a imprensa internacional está a tentar esconder o que se está a passar e mesmo em Portugal só lhe damos um tratamento residual. Este movimento quer estender-se ao resto da Europa e, por que não, ao resto do mundo. 


Hoje começa a luta em Portugal, às 20 horas:


LISBOA: Rossio
PORTO: Batalha
COIMBRA: Praça 8 de Maio 
FARO: Jardim Manuel Bivar (Na Marina)



Tomemos conta das ruas e lutemos pelos nossos direitos!


Madrid em Directo: http://www.soltv.tv/soltv2/index.html

sábado, 14 de maio de 2011

O Colapso de Portugal

Portugal tem um futuro negro à sua frente e o melhor para o nosso povo é apenas, simplesmente, que Portugal acabe como nação soberana. Sim, estão chocados com esta afirmação, mas não é melhor termos uma outra denominação qualquer e vivermos bem do que sermos "portugueses" e viver escravizados e sem perspectivas de futuro? Este país não é viável a não ser que se queira escravizar, uma vez mais este povo, pois, o país não produz riqueza suficiente e a pouca riqueza que consegue cai nas mãos de uns poucos: ou seja, nem sequer é dignamente redistribuída pela população portuguesa. Portugal quando se inventou como país independente, tinha apenas uma solução para a escassez de meios e falta de tudo: sair à descoberta e conquistar novos mercados que nos proporcionassem a riqueza que este território construído pela espada não nos podia proporcionar. Após séculos  em que conseguimos fortunas fantásticas noutros territórios, os nossos dirigentes nunca as souberam aproveitar para desenvolver o país e proporcionar melhores condições de vida ao povo que conseguiu, com o seu sangue, suor e lágrimas, solidificar. O dirigente preferiu sempre vangloriar-se aos seus familiares nobres europeus do seu vasto império e das suas fortunas pessoais em vez de pensar no território peninsular para o futuro. Perdemos o monopólio da Índia e nada se fez; perdeu-se o Brasil e nada se fez; perdeu-se África - a nossa última réstia de esperança - e nada se fez. O que é que resta(va) para Portugal? Uma integração europeia total, ou seja uma federação europeia, tal como os Estados Unidos, em que Portugal era apenas um estado federado dentro da União.

Salazar numa coisa estava certo: Portugal não subsistiria sem as colónias africanas — e em especial Angola — pois para além de proporcionar o escoamento dos produtos fabricados no continente, que seriam vendidos nessas colónias ao preço que bem entendessem, pois não sofreriam concorrência de ninguém, proporcionavam a mão-de-obra escrava necessária, minérios valiosos, matérias primas etc. Agora imaginem Portugal sem essa fonte extraordinária de receita, cinquenta anos — no mínimo —  atrasado em relação à Europa ocidental e aberto à concorrência. O resultado está à vista de todos: conseguimos produtos mais baratos vindos de toda a parte e conseguimos, artificialmente, melhores salários,  para nos aproximarmos dos restantes membros — mas ainda assim a décadas de salários parecidos — mas as empresas nacionais, que subsistiam à custa da inexistente concorrência e salários baixíssimos, foram simplesmente esmagadas pois não estavam preparadas, nem com os milhões que nos foram enviados, para competir com companhias que desde a sua fundação foram preparadas para competir.

Qual é a única possibilidade de Portugal subsistir? Escravizar o povo. Impostos e mais impostos e mais impostos — e não só apenas sobre o povo mas também sobre as empresas — mais horas de trabalho, salários mais baixos, menos saúde pública, menos escolas públicas, menos apoios sociais, ou seja, precarizar a vida das pessoas e forçá-las a aceitar o seu triste destino. O que se está a passar neste momento é uma vergonha que revolta qualquer um que deseja apenas justiça e basta olhar para o país vizinho: apesar de estarem a atravessar problemas graves, ninguém concebe que se peçam aos espanhóis semelhantes sacrifícios aos que estão a ser pedidos a nós. Querem, aqui, convencer o povo português de que todos somos culpados, por igual, do que nos está a acontecer e é absolutamente asqueroso este argumento: então que culpa tem o povo português dos políticos e empresários serem inaptos e que apenas consigam subsistir com base na escravidão do povo? Que culpa tem o povo que não tem qualquer dívida e sempre foi honesto? Que culpa tem o povo que tem dívidas porque foi incentivado a consumir —até para melhorar a economia — e aspirar a ter uma vida melhor? Que culpa tem o povo do país nunca na vida possa proporcionar uma vida decente aos seus cidadãos? Que culpa tem o povo, que já teve que travar uma guerra, que foi completamente abandonado na sua ignorância, que viveu em pobreza extrema, que teve que emigrar aos milhões (1/3 dos portugueses vivem fora de Portugal), que foi formatado com uma ideologia fascista? Ainda ousam pedir mais sacrifícios a este povo e ainda para cúmulo colocam-lhe a culpa em cima? Mas o que é isto?! Ninguém se farta destes palhaços que não se cansam de abusar de nós?!

Pois, a verdade uma vez mais está aí, nua e crua: ou há uma integração completa na UE, em que as regiões mais ricas subsidiam as mais pobres, ou só nos resta a escravidão como forma para que Portugal possa subsistir. A questão é saber até quando o povo vai aceitar uma disparidade tão grande em relação aos trabalhadores e ao nível de vida de outros países, até porque agora é muito mais fácil ao povo aperceber-se do que se passa no exterior. Esperando-se revoltas e não havendo alternativa a este modelo, como poderá Portugal prevalecer? Para bem do povo, espero que não!
Como escrevi noutro "post", o patriota vai defender Portugal, mesmo que esteja só a pão e água, tal como foi ensinado a fazer, mas espero que haja gente que pense e liberte as pessoas do seu infortúnio.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

FMI Em Portugal

E eis que chegou o dia do inevitável - o FMI está aí à porta. E isto foi o que o PS-PSD-CDS conseguiram para Portugal:


Vais votar em algum dos partidos que nos levaram a isto? Tu podes fazer a diferença e não pactuar mais com estes políticos que apenas olham para os seus interesses pessoais! O BE ou o PC podem fazer a diferença, há que lhes dar uma oportunidade, pois o neoliberalismo económico provou que não é a solução.

As medidas do FMI na Bolívia:




quarta-feira, 30 de março de 2011

O Vale Tudo Pelo Poder



Pois é, o Governo está demissionário e o que é que nos espera agora? Nada bom, e se a direita tomar o poder, como todos esperam, ainda vai ser pior, disso não tenhamos nenhumas dúvidas. Mas como chegamos a esta situação, como é que o Governo caiu?

Bom, o povo já decidiu que a culpa de toda a nossa desgraça é deste Governo, mesmo que as nossas dificuldades tenham por base uma crise económica internacional, que afecta a maior parte dos Estados ocidentais, e se viram forçados a resgatar bancos privados com "buracos negros" com a desculpa, ou talvez não, de salvar os depósitos dos seus nacionais. Como as economias estão todas interligadas as dificuldades de um país acabam por afectar o outro e estamos na presença de um efeito dominó, que não sabemos ainda aonde vai terminar.

Sócrates confrontado com este terramoto económico e com os conservadores, no poder na grande parte dos Governos dos Estados europeus, não lhe restou nada mais que seguir as políticas de consolidação orçamental, de austeridade impostas pela Alemanha. A Direita toma o poder na UE e o que é que se verifica automaticamente? A subida de nacionalismos, egoísmos nacionalistas, que abandonaram praticamente a Grécia à sua sorte e passou-se a funcionar quase no pensamento do cada um por si. Perante este cenário, que os federalistas não desejavam, desolador, em que a UE actualmente se encontra, não restou mesmo outro caminho a Sócrates do que seguir os ideais da Direita.

Assim, Sócrates, acabou por ficar muito mal na fotografia e é obrigado a apresentar medidas impopulares ao seu povo, medidas que estão de acordo com o que o PSD - CDS pensam serem as melhores e que querem implementar em Portugal, até com mais dureza, mas como não podem mostrar agrado ao povo pelas medidas do adversário, simplesmente criticam para obter alguma popularidade junto dos mais incautos.A isto chama-se "queimar o Governo em lume brando", ou seja, deixar o Governo apresentar tudo o que é impopular e quando estiverem realmente em baixo surge o PSD para tomar o poder com medidas ainda mais fortes e seguirem a política iniciada.

Ora o PS não é estúpido, e com uma jogada simples e inteligente, forçou o PSD a levar o Governo a apresentar a demissão ao Presidente. Todos sabíamos que o Governo estava preso por um fio e que eram necessários consensos alargados para a implementação de novas medidas para a redução da despesa. O Governo quando apresentou o novo PEC IV, sem dar explicações a ninguém, é mais que óbvio que esperava o desfecho que teve. O PSD, com a ânsia de poder, não teve qualquer consideração pela catástrofe que poderia provocar ao País, e o PS em última instância, pelo seu jogo arriscado, também resolveu colocar o país no cadafalso. O jogo foi mesmo esse: ou fazemos assim e vocês calam-se ou o país vai abaixo - o PSD sem qualquer consideração, aceitou que o país fosse abaixo. É este o nível da nossa política em Portugal.

Consequências: Os ratings de todas as agências de cotação de dívida baixaram os níveis de Portugal; dos bancos portugueses; os juros da dívida portuguesa subiram até aos 9%; o FMI bate-nos à porta. A Direita tem algum problema que o FMI entre em Portugal? Não, o FMI certifica-se que o País pague as dívidas sem olhar ao sofrimento do povo. Privatiza tudo o que der lucro ao estado, entrega essas fontes de riqueza de todos a privados que a médio prazo tornam o país mais pobre - as políticas neoliberais da direita. Quem sofre? O Povo.

Propostas do PSD: As mesmas que o PS estava a fazer mas ainda mais severas. Um dia diz que nunca subiria impostos, no outro sobe o IVA, no outro dia vê que é muito impopular e já diz que não era isso que queria dizer. Fragilizar, ainda mais, com a privatização a Saúde e a Educação. Cortes mais abruptos nos apoios sociais etc.

A Direita só é solução para os grandes grupos económicos não para o povo.

As sondagens continuam a evidenciar um crescimento da Direita e não consigo perceber como é que as pessoas são tão estúpidas. Eleições atrás de eleições e não percebem que andar a escolher entre A e B, a castigar o outro partido por algo que corre mal, não é solução. Não contribuo mais para esse circo! E tu?

domingo, 13 de março de 2011

O Povo à Rasca



E cá estamos, sensivelmente um dia após a grande manifestação que juntou muitos milhares de portugueses de todas as idades, em várias cidades - em especial no Porto e Lisboa - de ideologias completamente diferentes e que se apresentaram por razões também muito dispares.
É verdade que o país atravessa dificuldades extremas para a maioria da população, mas há casos e casos. Há casos de idosos que não têm dinheiro para medicamentos, de jovens a trabalhar gratuitamente e que só subsistem à custa dos pais, pessoas com 40 anos que não encontram qualquer trabalho digno na sua área de formação, outras que apesar de terem qualificações superiores auferem salários pouco acima de 500 €, e ao mesmo tempo há pessoas a manifestarem-se porque o governo viu-se forçado a fazer alguns cortes em salários que estão acima de 1500€, que já podem ser considerados, no mínimo, bem dignos. 

Estes últimos são os principais detractores do actual governo, juntamente com outros menos culpados, devido à sua inocência, que crêem que com um governo do PSD, ou PSD-CDS, a sua vida vai melhorar, e, obviamente, a corja que pulula em redor destes partidos de poder e que anseia pelo posto que o partido lhe pode garantir.
Evidentemente que para os mais prejudicados subirem no seu nível de vida, vai haver quem terá que abdicar dos seus privilégios, que repartir os seus rendimentos com quem ganha menos, dar oportunidades aos que não têm e por conseguinte abandonar o alto do seu púlpito. Alguém acredita que se queremos mudar alguma coisa podemos agradar a todos? Evidentemente que não!

Este Governo não tem solução para os nossos problemas, é já evidente, mas quem pensar que o PSD ou CDS  traz alguma solução para os precários e para quem precisa está completamente desvairado. A solução que a direita tem para o país é a precariedade, os salários baixos, o corte nos subsídios dos mais desfavorecidos, é alimentar as empresas de todas as maneiras possíveis à custa do povo. Sendo este país um país de precários, já com os salários mais baixos da Europa ocidental, com mais impostos sobre a população que se traduz em preços incomportáveis, como para a gasolina, como é que alguém pode aceitar isto?! Não aceito essa solução!

Este movimento teve o condão de mostrar que o país se pode mobilizar, que pode ser desperto e que pode lutar pelos seus direitos. Já assustou algumas pessoas, mas enquanto não definirmos objectivos concretos, lutas singulares, metas particulares ou identificarmos positivamente os culpados da nossa situação, não acontece nada.
Foi dado o primeiro passo, mas é preciso passar à etapa seguinte porque hoje segue tudo como ontem. A luta não pode parar e os jovens não podem parar só porque conseguiram melhores condições para si, pois isto é uma luta de todos os precários portugueses e os precários evidentemente não são só os jovens.